quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Aqui estou

Aqui estou trazendo flores a você
que representam o simples olhar
matutino de um novo amanhecer
lembrando a aurora do nosso amar

Trago-te a mim mesmo de presente
Como prova de eterno amor pueril
Nascido de um suspiro sentir recente
De um passado vivido, um calafrio

A solidão agora pede recesso
E assim na vida sigo o rumo
Vivendo ao lado seu, sem pressa

Paixão é produto, amor processo
E sigo a poesia num aprumo
Vivendo cada minuto na valsa.
(do nosso amor)

Ives Montefusco

Ah..Mar! Ah! Mar...

Ali sentado à beira mar estava ela com seus cabelos castanhos claros, que pareciam mais claros a luz do sol. Ela parece reflexiva. O que se passava na sua cabeça em um dia ensolarado? Lembrava de algo com certeza. Ou talvez não. Apenas pensava. O mar causa isso nas pessoas tamanha a sua imensidão. Aquele cheiro de salobro invadia suas narinas. Trazia para junto de si as ondas que recordavam a crianças brincando de manja-pega num vaivém incessante. E em todos os ir e vir ela entregava um suspiro profundo. Até que se levantou em direção ao mar e caminhou junto às águas. Seus cabelos aos poucos sumiam em contraste com a cor azul-turquesa do mar. Pouco a pouco ela se misturava nas ondas que a tornava um ser partícipe desse espetáculo nunca antes visto. Ela ia e vinha como a uma onda ou quiçá crianças brincando de manja-pega. Seu corpo boiava no vaivém das ondas, mas seus pensamento e coração estavam no meio do sertão, onde fora abandonada e subordinada a uma vida que não era a sua. Lembrou-se de sua mãe que a entregou na maior das boas vontades maternas a um senhor que no meio do caminho a forçou a se tornar mulher. E assim pouco a pouco se via deixada por todos os que dela se enamoraram. E de repente acordou com um toque em seu ombro, nem sequer havia levantado de lá. Levantou-se, virou-se para o mar e despediu-se. Ou o desejou.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Gratidão!

Vai...Passatempo, passam os momentos
Ficam, as aventuras e desventuras de ti
Sofre, renova as suas ideias e ideais
Desvelam os dias, recapitulam-se
Na aurora, o incidente é acidente
Adversos, nesses versos multiformes
Cai, levanta-te e sobe as passarelas
Investe os dias da tua jornada
Atravessa as horas e os desalinhos
E ser grato a tudo, a ti e a imensidão
Gratidão

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

No último dia do ano as horas passam como se fora um dia como outro qualquer. Há tempos que a ansiedade pela festa da virada do ano desaparacera. Encostado em seu cantinho permanecera como se nada no mundo fosse acontecer. Dvds espalhados pela cama e um na tela passando. Filme antigo pra variar. Lá foram as gotas da chuva inundam e molham várias faces de desespero e aflição. Ele come bolinhos da chuva e nem isso o motiva a sair de seu cantinho fazer algo por alguém. Movimentos de apertar botões da televisão são repetidos a procura de algo que o entedie mais que a solidão taciturna que se apresenta incontrolável. Onde estariam as felicidades e os sorrisos de outros reveillons? Guardados no baú do tempo, talvez. Longe dali está o seu pensamento. Surpreendido por si mesmo encontra-se distante sentado a beira da praia, olhando novamente o rio. O banzeiro trazendo as águas, que não são as mesmas, jogam pra fora o excesso. Fizera o mesmo esse ano? Ou guardara bugigangas entulhadas?

Quem o sabe dizer?

Feliz, ano novo feliz!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Adendo ao amor.

Se você é o solEu sou o girassolSe você é o beija-florEu sou a florSe você é a chuva Eu sou o guarda-chuvaSe eu sou poeta você é a inspiraçãoSe você é a luaEu sou a estrelaSe você é o céuSou o teu admiradorSe você é a que amaEu sou...e sempre serei o seu amor.

Feliz Idade amor.